terça-feira, 25 de junho de 2013

Férias com as crianças!

Sugestões de atividades de convívio familiar:

Olá meninas!
As férias estão chegando e como toda mamãe que se preze, a preocupação com o que fará com as crianças nesse período é constante.
São muitas as dificuldades que algumas mamães encontram para proporcionar diversão para seus filhos nesse tão esperado momento. Seja por questões de incompatibilidade de datas (suas férias não coincidem com a das crianças ou as do papai), seja por questões financeiras (falta grana pra sair todos os dias), seja por questões estruturais (a mamãe tem vários filhos e não consegue fazer um passeio com todos eles sem se descabelar), entre muitos outros motivos.
Como mamãe, conheço essas dificuldades, bem como, sei quão grande é o prazer em passar momentos de lazer e felicidade com os filhos. Por isso, usei minha profissão a meu favor, rs! (professor é criativo de natureza), pensei em algumas atividades para realizar com os pequenos nesse período e selecionei minhas preferidas, que já realizei com meus filhos ou ainda irei realizar, com certeza. São sugestões práticas, muito simples, mas que fortalecem o vínculo com a família, algumas para os dias frios (o grande desafio) e o melhor de tudo... Não vai custar quase nada! O que não significa que as crianças não vão adorar!
Na infância, a criança preza mesmo é a interação com aqueles que ama.
A família é a responsável pela inicialização das pessoas que a compõem, em especial as crianças, às normas da sociedade. Para que a criança tenha um desenvolvimento saudável, tanto de saúde, quanto de personalidade, é necessário um ambiente familiar.
Portanto, que tal passarem um tempinho juntos? Divirtam-se!




1.    Virando artista: Uma maneira de passar um tempo divertido com os filhotes e ainda contribuir com o meio ambiente através da reutilização de materiais. Que tal confeccionar um brinquedo de sucata para depois brincarem juntinhos? Exemplos de brinquedos feitos com sucata no final do post. Esse item também combina com uma atividade que toda criança adora e toda mãe evita – tintaaaaaaaaa!!!!! Sim mamãe! A idéia é relaxar e deixar a criançada se lambuzar com “temida” e mais... Participar da brincadeira. Pintem uma tela! Usem e abusem da criatividade para criarem imagens abstratas. Para a mamãe não ficar tão triste, reserve um espaço externo na casa para realizar a atividade.


2.    Desfile de moda: uma brincadeira simples, porém, capaz de despertar uma enorme imaginação nas crianças. Engana-se quem pensa que isso é só para as meninas. Para quem tem um casal, como eu. Pode e deve abusar da brincadeira. Vista-se com sua filhota e troque de roupas e acessórios quantas vezes a imaginação permitir, desfile como uma diva e pose para as fotos que seu filhote (o fotografo) ira tirar. Depois, imprima as fotos e monte uma revista ou um jornal da família falando sobre esse dia de moda. Tudo bem juntinhos...


3.    Cinema em casa: Outra simplérrima atividade que pode ganhar “vida” se usarem a criatividade. A mamãe pode com antecedência, confeccionar um cartaz com os filmes a serem apresentados. E pequenos bilhetes com o nome dos tais filmes. A mamãe também deve preparar a sala de TV com almofadas aconchegantes e comidinhas gostosas. Depois, é usar o cartaz para juntinhos escolherem o filme que será assistido e os bilhetes, para registrar a “entrada no cinema.” Não esqueçam a pipoca e boa sessão pra vocês!


4.    Roda de leitura: Mamãe prepare um ambiente aconchegante com almofadas e luz baixa. Escolha alguns livros e leia para seus filhos. Depois peça que eles recontem a história. Para incrementar a atividade, confeccionem fantoches ou utilizem a imaginação com objetos da casa virando “personagens da história” na hora da contação e reconto.


5.    Cozinhando com a mamãe: escolham juntinhos uma receita que todos adoram e faça para seus filhos e com os seus filhos (coloque-os para ajudar). Depois é só curtir e saborear em família.  

6.    Banho de mangueira: escolham um dia quente e “bora pro quintal” matar o calor e se divertir muitoooooooooo!!!! Não esqueça de registrar tudo com fotos e depois postar nas redes sociais, rs!

7.    Piquenique: Quem não adora essa atividade barata e deliciosa pra curtir a família? Escolha um parque bem bacana para realizar a atividade. Que tal o Jardim Botânico?

8.    Visita ao teatro: Mamãe procure em sua cidade alguma programação cultural. Todas as cidades possuem e pode ser uma boa opção pra quem quer sair um pouco, fazer uma atividade cultural, mas está com a grana curta!


9.     Acampar com os coleguinhas em casa ou noite do pijama com caça ao tesouro: Explore a criatividade e crie atividades divertidas com barracas em algum cômodo da casa que não seja o quarto e a única regra é não dormir na cama. Convide os coleguinhas dos seus filhos e passem uma noite bem agradável “numa caverna”. Com direito a lanternas, historinhas de terror e tudo mais que a imaginação permitir...

10. Visita ao museu: escolha um museu para passear com seus filhotes mamãe. O ingresso é barato e o passeio é rico em cultura e conhecimento.

Com carinho... Espero que gostem! Até a próxima, beijocas!!!

*Alguns brinquedos feitos com sucata:







Look pós-parto = Mamãe lindíssima!

Boa tarde meninas!
Hoje tive mais um dia "cheio de emoções" ao sair para fazer exames com meus pequenos. Ainda me acostumando com a tarefa de ser mãe de dois filhos, rs! Ainda bem que contei com a ajuda de uma amiga querida pra segurar a barra em alguns momentos... obrigada Elaine!
Pensando sobre essa nossa tarefa cotidiana, resolvi compartilhar alguns looks para as mamães recentes como eu. Que na maioria das vezes começam a arrumar as crianças com duas horas de antecedência, no desejo de "também", sair de casa bela como os filhos! Para esses momentos que todas as mamães entendem bem, nada melhor do que algo bonito e prático, não é mesmo? 

Para quem ainda está amamentando, a roupa, além de ser fácil para amamentar, deve também ser prática. Afinal, ela precisa estar com o look certo para correr atrás de uma ferinha, concordam? 

Nós mães precisamos de roupas funcionais e não é só isso. Queremos estar na moda, bonitas…
A auto-estima agradece! E o marido também! 

Espero que gostem!

 Um fofo esse macacão com casaquinho. Peça prática. Ótima para mãe de dois, (como eu, rs!).
 Uma opção para passear com o bebê nos dias de calor, ir almoçar no fim de semana, encontrar as amigas... 
 Esta blusa fica linda com jeans e também com uma bermuda ou shorts. Ótima para a viagem de férias no estilo
 Mais um macacão viciante para passear no shopping com o baby 
 Achei esta blusa super chique e fashion. Para um casamento no campo. Fica moderna com uma saia longa e rasteira poderosa
Este vestido cabe mais para um casamento na praia (basta colocar acessórios poderosos). E vai bem também numa festa à tarde.



Fonte: http://itmae.uol.com.br

segunda-feira, 24 de junho de 2013

SEXO na gravidez!


A mudança hormonal, os enjoos, o cansaço e a sonolência durante a gravidez podem sim comprometer ou potencializar a libido. Este assunto é sempre discutido com especialistas e é uma das grandes preocupações das mulheres que desejam ser mães.
No mundo das celebridades, o tema sempre rende pano para a manga. Recentemente, Luana Piovani disse que não tem tempo para fazer sexo a todo o momento com o pai do seu bebê, mas que sua libido anda bem. “Eu não tô subindo pelas paredes, Mas é claro que a gente tem uma vida sexual deliciosa, eu não virei uma gravidinha parada, não!”
Quem também já tocou no assunto e até publicou um livro sobre o assunto foi a cantora Syang. Em “Sexualidade na Gravidez – Relatos de uma mãe de primeira viagem”, ela comenta: “Se mulher passa por uma gravidez saudável, sem riscos, e tem consentimento médico para ter uma vida normal, deve relaxar e gozar muito. Nosso sexo fica mais intumescido e mulher grávida é linda demais!”
Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho, sexo é muito bom durante toda a gravidez, pois fortalece os músculos do períneo que ajudam na hora do parto e deixa a mãe feliz e relaxada, lembrando que o bebê sente tudo o que a mamãe sente. “Se a mamãe está feliz, o bebê está bem. Além disso, a cumplicidade do casal pode aumentar”, afirma.
Porém, o especialista ressalta que o aumento ou diminuição da libido durante a gestação varia de mulher para mulher. “O desejo sexual é multifatorial. A mudança de postura, os medos, o excesso de trabalho, o estresse e as alterações hormonais – todos estes fatores unidos ou separadamente – podem influenciar no desejo da gestante”.
A partir do segundo trimestre, os sintomas principais passam e então muitas mulheres sentem a libido aumentar. É a hora em que a gestante e o seu parceiro devem aproveitar. “Nesse período, geralmente a mulher se sente mais segura com relação ao bebê”, afirma o ginecologista. “No último trimestre, o barrigão já começa a incomodar e a ansiedade pela proximidade do parto também pode atrapalhar. A vagina fica mais seca e é recomendável usar lubrificantes.”
Do ponto de vista emocional, a gestante pode não se sentir atraente ou feminina, e isso diminuiu sua autoestima. “Existem também outras circunstâncias que podem afetar o bem-estar sexual do casal, como a qualidade do relacionamento conjugal e alguns mitos, como a crença e o medo de machucar o bebê durante o ato sexual ou de provocar um aborto”, explica Dr. Domingos. “Caso os pais não se sintam bem com a penetração, há outras maneiras de se relacionar. Masturbação mútua, sexo oral ou anal, jogos eróticos, beijos, carinhos e atenção podem ser alternativas.”
Geralmente, a mulher recupera totalmente a sua libido cinco meses após o nascimento do bebê. Além de o parto poder originar alterações hormonais e neuronais que afetam o desejo, o fato de a gestante ter engordado pode criar problemas de imagem e diminuir a autoestima, fazendo com que ela se sinta menos desejável.
Será importante avaliar qual o impacto do surgimento deste bebê na dinâmica do casal, se existem questões na relação, ou individualmente, anteriores ao nascimento, que não foram resolvidas ou mesmo abordadas. Também convém fazer exames médicos para avaliar algum tipo de alteração hormonal”, orienta Dr. Domingos.
Abaixo, algumas posições confortáveis para a mamãe e que podem esquentar o clima:

domingo, 23 de junho de 2013

E ser mãe é...rs!





Desmamando o bebê

Assim que conseguir passar pelo desconforto inicial da amamentação, em geral ela se torna fácil e relativamente sem dor, até que, claro, chegue aquele fatídico dia quando você decide que é hora de desmamar seu bebê. O desmame pode ser muito desconfortável emocionalmente para você, também pode causar dor física. Isso porque à medida que você diminui as mamadas, leva menos tempo para que o corpo compreenda e produza menos leite em resposta, então o inchaço daqueles primeiros dias geralmente retorna.
Alguns bebês decidem desmamar sozinhos e, de um dia para o outro, simplesmente rejeitam o seio para sempre.

2006 Publications International, Ltd.
Alguns bebês decidem desmamar
sozinhos e, de um dia para o outro,
 simplesmente rejeitam o seio para sempre
Não há um consenso entre os médicos sobre o melhor modo de desmamar um bebê. Alguns recomendam parar de uma vez, enquanto outros aconselham as mães a adotar uma abordagem mais gradativa. Para a mãe, é um pouco mais confortável ir parando lentamente, mas alguns bebês decidem desmamar sozinhos e, de um dia para o outro, simplesmente rejeitam o seio para sempre.

Se você decidir desmamar o bebê gradualmente, comece a eliminar uma mamada a cada dois dias ou mais. Deixe para eliminar as mamadas da manhã e da noite por último, já que a maioria dos bebês tem um intenso desejo de mamar nesses horários. Também é importante nunca pular duas mamadas seguidas. Em outras palavras, se você costuma amamentar seu bebê duas vezes pela manhã, duas vezes à tarde e duas vezes à noite, evite pular uma mamada da manhã um dia e outra mamada da manhã dois dias depois. Ao invés disso, pule uma mamada da manhã, depois uma da tarde, depois uma da noite.

Quanto à dor do inchaço que pode acontecer, há algumas coisas que você pode fazer. Faça uma leve pressão às glândulas que podem limitar a quantidade de leite que mantêm. Tente envolver o peito com uma bandagem elástica ou toalha. Você também pode reduzir o inchaço com bolsas de gelo, que vão diminuir a circulação nos seios. E, com a aprovação do seu médico, você pode tomar um anti-inflamatório vendido sem receita, como aspirina ou ibuprofeno, para aliviar a dor do inchaço. 

Finalmente, tente evitar qualquer estímulo extra em seus seios que possa causar a produção de mais leite, que é a última coisa que você quer durante o desmame.

A amamentação pode ser o laço emocional mais forte que existe entre mãe e filho. Com um pouco de planejamento e as dicas desse artigo, essa experiência pode ser relativamente indolor e sem estresse.
Publications International, Ltd.Estas informações são apenas para fins ilustrativos. NÃO DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO COMO CONSELHOS MÉDICOS. Nem os Editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas nesse artigo A publicação dessas informações não constitui a prática de medicina e essas informações não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área de saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional da área de saúde.

Fonte:
http://saude.hsw.uol.com.br

Dor na amamentação!



Durante toda sua gravidez, você provavelmente imaginou o quão maravilhoso seria a experiência da amamentação tanto para você como para seu bebê. Tudo em que podia pensar era olhar para baixo para uma carinha confiante e sentindo a proximidade entre você e esse novo pequeno ser. Por isso é natural que quando finalmente chegue a hora de colocar o bebê no seio, você esteja agitada. Mas, agora, você está agoniada. Seus mamilos podem estar doendo, rachados e sangrando. Ou talvez seus seios estejam desconfortavelmente inchados. Talvez o leite não flua quando precisar dele e talvez pareça fluir de forma descontrolada quando você mais queria que isso não acontecesse (como quando você estiver na fila do supermercado ou em um jantar). Então, onde estão esses momentos felizes e delicados que você sempre viu nos anúncios de revista e televisão?  
Muitas mães desistem de amamentar por frustração porque elas não percebem que as coisas vão melhorar com o tempo e a prática.

2006 Publications International, Ltd.
Muitas mães desistem de amamentar
por frustração porque elas não
percebem que as coisas vão melhorar
com o tempo e a prática
Esses momentos acontecem, só que nem sempre de imediato. O problema é que muitas mães desistem de amamentar por frustração porque elas não percebem que as coisas vão melhorar com o tempo e a prática. Elas também não percebem que há como diminuir o desconforto e aumentar o sucesso do período da amamentação. Este artigo irá fornecer dicas úteis para o período da amamentação que podem fazer dele uma experiência recompensante e confortável tanto para você quanto para seu bebê. Antes de começar, devemos examinar as origens do desconforto da amamentação.

O que causa a dor na amamentação, depende do local onde ela ocorre. Dor no mamilo, por exemplo, geralmente é causada porque o bebê está segurando o mamilo de forma incorreta.
Dor na parte mais polpuda do seio, por outro lado, é causada com mais freqüência pelo inchaço do seio com o leite. Isso provavelmente ocorre durante os primeiros dias após a descida do leite, antes que seu corpo tenha a chance de ajustar sua produção de leite para a necessidade do bebê. No começo, o corpo de uma mulher produz leite suficiente para gêmeos, mas aos poucos muda sua produção com base na quantidade de leite removido regularmente dos seios. Então se você estiver amamentando apenas um bebê, seu corpo gradualmente diminuirá a quantidade de leite que produz para se adequar à quantidade consumida por um único bebê. Você vai descobrir em breve porque esse é um ponto importante a ser lembrado.

O inchaço também pode ocorrer a qualquer momento em que a produção de leite exceda a capacidade de seu bebê de sugá-lo, como quando o apetite do bebê diminui por causa de uma doença. Casos suaves podem ocorrer até mesmo entre as mamadas, principalmente se o intervalo for de várias horas ou se a mamada atrasar de forma inesperada. Felizmente, não importa a causa, o inchaço vai sumir sozinho dentro de poucos dias (contanto que você não faça nada que estimule seu corpo a produzir muito leite).

Para evitar que o desconforto a impeça de amamentar, é útil lembrar que a amamentação é algo que se aprende e você vai precisar de tempo, prática e paciência para tornar esse ato uma experiência confortável e bem-sucedida. Também é importante lembrar que os primeiros dias da amamentação podem deixar seus seios um pouco mais sensíveis, mas dor, rachaduras, formação de bolhas ou sangramento significa que há um problema que precisa ser resolvido. Felizmente, a maioria dos problemas da amamentação pode ser solucionada e a dor pode ser aliviada ou evitada com alguns ajustes muito simples.

Dicas básicas de amamentação

As dicas e técnicas a seguir podem ajudá-la a solucionar suas dificuldades de amamentar para que realmente se torne aquela experiência de ligação que você sempre esperou que fosse.
Segure seu bebê com um braço para que a frente do corpo dele esteja voltada para o seu.
2006 Publications International, Ltd.
Para ajudar a assegurar a forma adequada, segure seu bebê em um
braço para que toda a frente de seu corpinho esteja voltada para você.
Certifique-se de que o bebê esteja segurando o seio de forma correta.Reforçamos que a posição incorreta do seio na boca do bebê é, de longe, a causa mais comum de dor e o que mais prejudica a amamentação para a mulher. Você NÃO quer que seu bebê segure no próprio mamilo. É melhor que o mamilo esteja na parte de trás da boca do bebê, perto da garganta e seus lábios e gengiva ao redor da aréola (o círculo de pele ao redor do mamilo que tem uma coloração diferente da parte polpuda do seio). Caso contrário, você vai ter dor ou compressão assim que o bebê pegar o seio e, com o tempo, a pele fina do mamilo pode rachar e sangrar, dando chance para infecções.

Para ter certeza da forma adequada, segure seu bebê com um braço para que a frente do corpo dele esteja voltada para o seu. Usando a outra mão, coloque dois dedos sobre a aréola e três abaixo para apoiar o seio e "guiar" o mamilo. Certifique-se de que seus dedos estejam atrás da aréola, para que eles não atrapalhem o bebê a pegar o seio. Esfregue o lábio inferior do bebê com o bico do seio para que ele abra bem a boca. Em seguida, aproxime o bebê rapidamente e deslize seu mamilo para a parte de trás da boca do bebê antes que ele possa fechá-la ao redor do mamilo. Se você sentir uma dor generalizada suave, cortante ou penetrante logo que o bebê pegar o seio, é possível que você não tenha sido rápida o suficiente e que ele tenha agarrado o mamilo em vez da aréola. Se isso aconteceu, simplesmente retire o seio da boca dele e tente mais uma vez até que a boca se feche ao redor da aréola e que ele sugue sem fazer você sentir dor.


Fácil de liberar. Se você precisar afastar o bebê do seio, não separe os dois. Primeiro interrompa a sucção que os mantém unidos. Faça isso escorregando delicadamente um de seus dedos entre o canto da boca do bebê e o seio.

Quando ir ao médico
Se nehuma dessas dicas parecer ajudar muito, é hora de ir ao médico para descartar uma possível infecção do seio ou outro problema. Além disso, a sede local da La Leche League e a maioria das maternidades podem oferecer um atendimento telefônico ou pela internet para responder suas dúvidas sobre amamentação. (Verifique nas páginas amarelas)
Use um apoio. Tente colocar um travesseiro em seu colo para ajudá-la a segurar o bebê próximo ao seio, para que sua boca fique no mesmo nível do mamilo. Se você o segurar muito embaixo, ele vai puxar seu seio para baixo e provavelmente ficar com seu mamilo entre suas gengivas enquanto mama.

Mamar, mamar, mamar. Houve um tempo em que as novas mães eram estimuladas a amamentar seus bebês apenas em certos intervalos de algumas horas. Mas essa abordagem freqüentemente deixa os bebês com fome e irritados, e os seios de suas mães ficam cheios e doloridos entre as mamadas. Hoje, ainda bem que a maioria dos pediatras acredita que durante as primeiras semanas após o nascimento, deve-se oferecer o seio ao bebê sempre que ele demonstrar sinais de fome e ele pode continuar mamando até que fique satisfeito. (Sinais prematuros de fome em um recém-nascido incluem um crescente estado de alerta e atividade, ficam movimentando o corpo e a boca como se quisessem falar, o choro na verdade é o último sinal de fome.) Isso geralmente se traduz em um mínimo de 8 a 12 mamadas por dia (tente amamentar pelo menos a cada duas horas, exceto talvez durante a noite, quando você talvez consiga amamentar com menos freqüência), com cada mamada durando pelo menos de 10 a 15 minutos. Mesmo um bebê que estiver dormindo deve ser acordado para ser alimentado se já tiver passado quatro horas desde o início de sua última mamada. Ter o berço do bebê no mesmo quarto onde a mãe dorme durante esses primeiros dias ou semanas pode facilitar a freqüência das mamadas.

Muitos médicos dizem que deixar o bebê mamar quase que continuamente, em especial durante as primeiras 12 ou 24 horas após a descida do leite, pode evitar o inchaço inicial que normalmente ocorre quando o leite desce. Seu bebê vai sugar o leite devagar, mas constantemente, evitando que o seio encha muito e fique dolorido. Mas mesmo se você não puder impedir completamente o inchaço, a amamentação freqüente vai ajudar a aliviar o desconforto durante a primeira semana ou mais até que seu corpo possa se ajustar à produção de leite para se adequar às necessidades do bebê.

Ao invés disso, se você amamentar seu bebê seguindo uma agenda, oferecendo o seio apenas a cada três ou quatro horas durante o dia e deixando que ele durma o quanto quiser, seu leite vai descer e fazer com que tenha uma sensação de que os seios vão explodir.

Tente a estratégia do "arroto e troca". Sempre comece amamentar o bebê pelo seio mais dolorido ou o que pareça mais cheio. Após cinco minutos, faça-o arrotar e troque de seio. Continue trocando e fazendo-o arrotar a cada cinco minutos até que ele esteja satisfeito. Esse método de "arroto e troca" assegura que o bebê drene suficientemente os dois seios, melhor do que esvaziar um e deixar o outro muito cheio e dolorido.

Preparação para as mamadas. Quinze minutos antes de amamentar seu bebê, prepare seus seios. Tente molhar uma toalha com água quente, torça e depois coloque sobre os seios. Você pode até cobrir a toalha com um saco de lixo para ajudar a reter o calor por mais tempo. Depois de retirar a toalha, massageie cada seio da parte polpuda até o mamilo, estimulando a liberação do leite pelo mamilo. Você vai ficar feliz por ter feito esse procedimento, já que um mamilo vazio é mais fácil de ficar dolorido durante a amamentação do que um cheio.

Se necessário, retire para aliviar o inchaço. Se a demanda da amamentação não evitar o inchaço dolorido e seus seios ficarem tão cheios e duros que o bebê não consiga segurar adequadamente, não há problema se você retirar um pouco do leite com a mão para aliviar o desconforto permitindo que seu bebê sugue. Mas você deve evitar retirar muito leite com a mão ou com uma bombinha, porque o corpo não distingue a bombinha da boca do bebê. Então, quando o leite é sugado do seio, o corpo pensa que está sendo usado pelo bebê e produz mais para compensar a perda. Portanto, quanto mais retirar, mais leite o corpo vai produzir, o que não é exatamente o que você quer quando seus seios já estão desconfortavelmente cheios. (Se seu bebê está doente e não consegue mamar quando o inchaço ocorre, peça para seu pediatra ou um consultor de lactação conselhos sobre o bombeamento para assegurar um fornecimento adequado de leite para quando o bebê consiga mamar novamente.) Se você puder evitar o envio dessa mensagem mista para seu corpo, a produção de leite vai diminuir automaticamente, se adequando às necessidades de seu bebê e o inchaço vai parar.
Fique debaixo do chuveiro quente. Deixar que a água caia diretamente sobre os seios faz com que o leite pingue dos mamilos, podendo aliviar assim a pressão do inchaço. Mas, ao contrário do bombeamento, essa técnica não força o corpo a produzir mais leite. Apenas dá um pouco de alívio. Outra opção: 
tire
 o sutiã, encha a pia com água quente e jogue um pouco nos seios.

Deixe-os tomar ar. Experimente expor seus mamilos para que tomem ar sempre que possível para ajudar a enrijecê-los e para evitar o contato contínuo com a umidade, que pode causar irritação, ardência e até mesmo ser prejudicial. Se você terminar de amamentar e imediatamente colocar um absorvente específico entre os seios e o sutiã, é provável que haja um vazamento. O absorvente e o sutiã vão manter essa umidade contra o mamilo. Pense em deixar os fechos de amamentação abertos (em um sutiã de amamentação) ou ficar sem sutiã com uma camiseta leve por pelo menos 15 minutos após amamentar. Se você está planejando tirar uma soneca após amamentar, também pode pensar em dormir sem sutiã.

Use um sutiã que sustente e que deixe a pele respirar. Um sutiã de boa qualidade que se ajusta bem vai dar sustentação e ajudar a proteger seus seios de outros traumas. Certifique-se de que não esteja muito apertado, o que vai causar mais dor. Opte por um feito de fibras naturais, como algodão, que permite o fluxo de ar e estimula a evaporação. Os sutiãs feitos de fibras sintéticas podem segurar o calor, aumentando a transpiração e mantendo a umidade contra a pele dos seios.

Evite sabonete. Embora você não queira que a pele de seus mamilos fique úmida por muito tempo, também não é bom que fique seca, rachada, irritada ou quebradiça, o que pode deixá-la vulnerável à infecção. Ao tomar banho, tente evitar passar o sabonete diretamente nos mamilos, já que isso vai remover os óleos naturais da pele que a deixam flexível e hidratada.

Experimente azeite de oliva. Se você notar que seus mamilos estão ressecados ou rachados entre as mamadas, espalhe um pouco de azeite de oliva, um pouco de leite dos seios ou um tipo de ungüento sem perfume e sem cor que contenha lanolina.

Massageie os mamilos com um cubo de gelo. Não cura, mas adormece a área macia dando um alívio temporário à dor causada pela amamentação.

Gelo nas gengivas do bebê. É comum que os bebês mordam qualquer coisa que caiba em suas boquinhas para ajudar a aliviar a dor da dentição. Quando os dentes do seu bebê começarem a despontar, não fique surpresa se ele tentar usar seus mamilos de mordedor. Para ajudar a adormecer as gengivas do seu bebê e aliviar qualquer desconforto da dentição enquanto defende seus mamilos, tente refrigerar ou congelar uma fralda molhada e limpa e deixe que ele a sugue por alguns minutos antes de mamar em cada seio.

Tome um medicamento à base de acetaminofen se ficar com febre. É comum para a mulher que está amamentando ter uma febre de 37,8 a 38,1°C. A acetaminofen deve ajudar a baixar a febre e fazer com que você se sinta um pouco melhor. Esse medicamento geralmente é reconhecido como seguro para o uso ocasional durante a amamentação. Ainda assim, para ter certeza, verifique com seu médico antes de tomar essa ou qualquer medicação durante o período de amamentação. Algumas precauções devem ser tomadas antes que algum medicamento sem prescrição seja usado para reduzir a febre
.

Ou tome um ibuprofeno, principalmente se você estiver dolorida. Não há como negar: a amamentação é um exercício físico e como em uma árdua sessão de ginástica, em alguns dias você vai ficar mais dolorida do que em outros. Em alguns casos, o ibuprofeno pode aliviar (também vai ajudar a baixar a febre). Contudo, mais uma vez, ele deve ser usado apenas de vez em quando e somente com o consentimento de seu médico durante o período de amamentação.

A pior coisa que poderia acontecer durante a amamentação seria uma infecção das mamas. Na próxima seção, vamos analisar o que causa as infecções do seio e como tratá-las.

Tratando as infecções mamárias

Mamilos rachados e sangrando causados pelos primeiros dias de amamentação podem deixá-la vulnerável à uma infecção das mamas, chamada mastite. Apesar de ser raramente grave, a mastite pode ser bem dolorosa e não pode ser tratada sem o uso de antibióticos.

Os sintomas da mastite são:
  • uma área avermelhada na parte polpuda do seio que está dolorida ao toque e varia de tamanho de um quarto para a lateral toda do seio
  •  febre de até 38,8°C
  • dor generalizada
  • calafrios
Os sintomas aparecem rapidamente e você pode apenas sentir um ou dois deles ou todos ao mesmo tempo.

Embora precise ir ao médico se suspeitar que tenha mastite ou qualquer outra infecção nas mamas, há algumas coisas que você mesma deve fazer enquanto sua infecção estiver sendo tratada:

Continue amamentando, comece com o seio infeccionado toda vez. Isso pode parecer completamente insano quando você está com muita dor, mas ajuda a limpar a infecção. E não se preocupe que isso não vai afetar seu bebê. É a área ao redor do canal do leite que está infectada e não o leite. Tente amamentar pelo menos a cada duas ou três horas e com mais freqüência se o bebê quiser.

Antes de amamentar, aqueça o seio. Use uma toalha quente com um plástico sobre ela para reter melhor o calor. Uma vez que o seio estiver quente, massageie da parte polpuda junto ao peito descendo até o mamilo. Passe um bom tempo massageando suavemente a parte dolorida.

Descanse. Você precisa de repouso absoluto enquanto estiver com a infecção. Esse é o momento para cuidar de si mesma e deixar os outros mimarem você. Geralmente, leva apenas cerca de 24 a 36 horas para a dor passar. Certifique-se de continuar a tomar os antibióticos conforme indicados na receita médica, mesmo se você se sentir melhor antes de terminar o tratamento.

Alívio dos canais de leite entupidos. Outro problema que pode causar desconforto das mamas é um canal de leite entupido. É caracterizado por um caroço duro e desconfortável na parte polpuda do seio que pode ser muito macio ao toque. Geralmente não é acompanhado de febre. Para aliviar a dor do canal entupido, aqueça os seios antes das mamadas, coloque o bebê para mamar primeiro no seio inflamado e massageie a parte dura o tempo todo que o bebê estiver mamando para soltar o leite e desentupir o canal. Um canal entupido geralmente se desentope sozinho dentro de 24 horas. Se a dor e outros sintomas de um canal entupido não passar com o tempo, fale com seu médico. O leite que permanece preso no canal por mais de um dia aumenta os riscos de infecção, porque o fluido pode vazar para dentro do tecido mamário, onde cria um ambiente úmido para as bactérias se reproduzirem.

É importante ter em mente que uma série de problemas pode ocorrer quando um problema secundário com a amamentação não é tratado adequadamente. Esses problemas freqüentemente começam com os mamilos doloridos. A menos que ajustes sejam feitos para a técnica de amamentação e outros cuidados sejam tomados para aliviar o desconforto, o mamilo dolorido pode fazer a mãe limitar a amamentação, o que, por sua vez, pode acarretar um inchaço. O inchaço pode ocasionar o entupimento dos canais que, caso demore para ser solucionado, pode levar à infecção mamária. Por outro lado, prestar atenção imediatamente à dor dos mamilos e ao inchaço geralmente pode evitar o desenvolvimento a obstrução dos canais e uma infecção.

Agora que você está amamentando com naturalidade, é hora de ver como parar. Nossa última seção vai dar algumas dicas sobre como desmamar seu bebê.

Meu incentivo...


Boa noite meninas!
Como sabem, sou como muitas mulheres espalhadas pelo Brasil a fora, trabalho fora, sou dona de casa, mãe de um casal e esposa.
Acabo de ganhar bebê (há três meses) e sempre fui vaidosa. Depois de três gestações, é claro que meu corpo mudou e muito. No entanto, nos últimos dois anos engordei mais do que devia... como disse, sempre fui vaidosa, meu corpo atual não me deixa feliz. Não consigo me aceitar!
Ficava triste pelos cantos, me lamentando... e adivinha? Descontava ainda mais na comida. Comia todas as besteiras que via na minha frente.
Dessa forma, resolvi tomar uma atitude quando minha irmã me falou sobre o vídeo da Vivi. Assisti todos e pra mim, foi o estopim do meu início em uma dieta. Eu já conhecia o Shake que ela fala e realmente dá certo. Já emagreci anteriormente com ele. Resolvi tentar de novo... encontrei nas palavras dela um incentivo para lutar.
O fato é que, diferente da Vivi, sou mãe, e como as mamães bem sabem. É ainda mais difícil fazer dieta quando se é 'mãe de família", rs! Assim, resolvi também compartilhar minhas dificuldades com outras mamães passando pela mesma ocasião e dessa forma, me incentivando a cada dia... para não desistir e alcançar meu objetivo. Fiz desse blog, meu diário.
Minha maior dificuldade foi começar a dieta. Tomar a iniciativa. Antes, apenas me lamentava e nada fazia pra mudar. Depois que assisti o vídeo da Vivi tomei a iniciativa imediatamente. Hoje estou no décimo segundo dia da dieta e já se foram 3 quilos e 800 gramas. Faltam 27 agora, rs! Eu chego lá!
Depois dessa dificuldade maior, enfrento todos os dias um gigante. Tenho que preparar a alimentação da minha família (que não fazem dieta) e essa é a maior das minhas tentações. Cozinhar para eles o que eu não posso comer. Aliás, posso! Com moderação. Mas por me conhecer, sei que é melhor nem experimentar pra não "atolar o pé na jaca".
Marido gosta de tapioca como bom baiano que é, filho adora um bolo. Como não comprar uma bolacha recheada em uma casa com crianças??? E como negar pros filhos e sobrinhos quando eles pedem enquanto assistem um filme:
- Mãe faz pipoca?
Já pensei em desistir várias vezes nesses poucos dias. Chego a "delirar' sentindo o cheiro de algumas comidinhas que tanto gosto e que agora não me convém.
É amigas! É difícil! Mas não é impossível!
Toda vez que me sinto deprimida e com sentimento de impotência, corro pra assistir o vídeo da Vivi e olhar minha foto magrinha que coloquei na porta da geladeira, rs! Aí eu volto a mim e me concentro na dieta. Tem sido mais difícil porque tenho ficado em casa. Ainda estou de licença maternidade. No trabalho sempre consigo me dedicar mais em uma dieta, me organizo melhor.
Outra enorme dificuldade é ter vida social quando se faz regime, rs!
São tantas festas de aniversário, casamento, chá de bebê, etc, etc... e tantas comidinhas gostosas pra ver e se controlar. Desabafo!
É minhas queridas... fazer dieta não é para os fracos, é para os fortes. E por isso a recompensa é tão grande quando se alcança o objetivo.
Parabéns Vivi. Sou sua fã! Vou chegar lá assim como você!!!!

   

Alguém se lembra de mais alguma coisa? Rs!


Como ela conseguiu?


É meninas... para quem se identifica com o esforço para voltar ao peso ideal depois de ser mãe, está aí uma boa dica e um grande incentivo. Também estou na luta. Chegaremos lá!!! Se ela conseguiu, também conseguiremos. Forçaaaaaaaa!!!!!

Márcia:
"Não tinha o que fazer -- estava sem emprego e amigos -- e descontava tudo na comida: devorava bolo, torta, brigadeiro. Engravidei, engordei 20 quilos e para piorar não emagreci nada depois do parto", conta.


Ela virou o jogo quando experimentou uma roupa tamanho 48 e não serviu. Aí, decidiu entrar nos Vigilantes do Peso e começou a jogar volêi em um clube. Perdeu 20 quilos e recuperou a autoestima.


Depressão pós parto: frescura ou caso médico?


É meninas... eu passei por isso! Nas três gestações. A sensação de impotência e tristeza tomaram conta de todo meu ser. Graças a Deus que durou somente o período do meu resguardo. Mas ás mamães que passam por isso atualmente, uma entrevista com o doutor Drauzio pode solucionar algumas dúvidas:  
É grande o número de mulheres que se queixa de certa tristeza e irritabilidade depois que dão à luz. A criança nasceu perfeita, com boa saúde, o pai está feliz, os avós também. Nada aconteceu de errado, elas voltam com o bebezinho para casa, onde tudo foi preparado para recebê-lo, mas são invadidas por uma espécie de melancolia que não sabem explicar. Se esse sentimento for passageiro e desaparecer em alguns dias, não há motivo para preocupação. Seu organismo passou por verdadeiras revoluções hormonais nos últimos tempos que podem ter mexido com o sistema nervoso central.
Há mulheres, porém, em que a tristeza aparece algumas semanas depois do parto, vai ficando cada vez mais intensa a ponto de torná-las incapazes de exercer as mais simples tarefas do dia a dia, e elas passam a demonstrar apatia e desinteresse por tudo que as cerca.
Num passado não muito distante, esses sintomas não eram valorizados; ninguém falava em depressão pós-parto. Os transtornos de humor eram considerados traços da personalidade feminina. Sem diagnóstico nem tratamento adequado, ou a doença se resolvia espontaneamente ou tornava-se crônica.
DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Drauzio – Qual a diferença básica entre tristeza e depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – É importante estabelecer essa diferença. A tristeza pós-parto é quase fisiológica. Dependendo da estatística, de 50% a 80% das mulheres apresentam certa tristeza, certa disforia e irritabilidade que têm início em geral no terceiro dia depois do parto,  dura uma semana, dez, quinze dias no máximo, e desaparece espontaneamente. Já a depressão pós-parto começa algumas semanas depois do nascimento da criança e deixa a mulher incapacitada, com dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia.
Drauzio – Existe explicação neurobioquímica para a depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – O pós-parto é um período de deficiência hormonal. Durante a gestação, o organismo da mulher esteve submetido a altas doses de hormônios e tanto o estrógeno quanto a progesterona agem no sistema nervoso central, mexendo com os neurotransmissores que estabelecem a ligação entre os neurônios. De repente, em algumas horas depois do parto, o nível desses hormônios cai vertiginosamente, o que pode ser um fator importante no desencadeamento dos transtornos pós-parto. Mas esse não é o único fator. Todos os sintomas associados ao humor e às emoções são multideterminados, ou seja, não têm uma causa única. Portanto, não é só a deficiência hormonal que está envolvida tanto na tristeza pós-parto, quanto no quadro mais grave que é a depressão pós-parto.

Drauzio 
– Que fatores são esses?
Frederico Navas Demetrio - Mulher com história de depressão no passado, seja relacionada ou não com o parto, ou depressão durante a gravidez (quadro menos frequente, mas também possível) está mais sujeita a desenvolver transtornos depressivos. Alguns fatos, por exemplo gravidez não desejada ou não planejada, causam aumento do estresse ao longo da gestação e podem contribuir para o aparecimento do problema.
Drauzio –  Como você distingue a simples tristeza pós-parto de curta duração que passa  espontaneamente da depressão que precisa ser tratada adequadamente?
Frederico Navas Demetrio –. Diante de um paciente com palidez cutânea que reclama de fraqueza, o médico pede um hemograma que confirma o diagnóstico clínico de anemia. Em psiquiatria, não existem exames complementares para respaldar o diagnóstico, que depende basicamente dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta, de como eles se manifestam ao longo do tempo e de sua intensidade. Outro conceito importante para distinguir a tristeza da depressão pós-parto é determinar se o transtorno é disfuncional, isto é, se interfere na vida do dia a dia.
DIAGNÓSTICO
Drauzio  Quando começam a aparecer os sintomas de tristeza?
Frederico Navas Demetrio - A tristeza pós-parto surge dois ou três dias depois de a mulher dar à luz, em cinco dias atinge o máximo e some em dez dias. A depressão instala-se lentamente; só de quatro a seis semanas depois do parto o quadro depressivo torna-se intenso. É uma doença que exige tratamento mais agressivo com medicamentos.
Por isso, se atendo uma mulher, uma semana depois de ter dado à luz, com os sinais clássicos de tristeza puerperal, que pode ter sido desencadeada até por privação do sono – às vezes, o bebê acorda muito à noite – e por mudanças hormonais, recomendo que espere um pouquinho, pois essa sensação desagradável poderá desaparecer em alguns dias sem deixar vestígios. Ao contrário, se os sintomas foram se instalando gradativamente ao longo de várias semanas e ficando piores a cada dia, ela pode estar desenvolvendo um quadro de depressão pós-parto.
Drauzio – Isso quer dizer que, num primeiro contato, é muito difícil estabelecer o diagnóstico com clareza.
Frederico Navas Demetrio – É difícil. Entretanto, se a moça deu à luz há mais de um mês e a tristeza continua intensa, é grande a probabilidade de estar com depressão pós-parto. Fechar o diagnóstico, porém, depende dos sintomas que apresenta e de como e quanto eles estão interferindo no seu dia a dia.
Drauzio – Com que frequência aparecem os casos de depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – Segundo revelam as estatísticas americanas, a depressão verdadeira, essa que surge várias semanas depois do parto e requer tratamento específico, acomete em torno de 10% a 15% das mulheres, o que é um número muito alto.
Drauzio – Essas mulheres recebem o diagnóstico de depressão quando manifestam os sintomas?
Frederico Navas Demetrio – Infelizmente, a maior parte dessas mulheres não fica sabendo que está deprimida e atribui os sintomas ao estresse, ou não tem suas queixas valorizadas pelo companheiro, nem pelo pediatra que atende a criança, nem pelo obstetra que acompanha o pós-natal. Como o início não é abrupto, o transtorno assume ares de algo fisiológico, sem importância, e elas não recebem o tratamento adequado. O resultado é que, às vezes, o quadro pode resolver espontaneamente, mas, em muitas outras, pode tornar-se crônico.
SINAIS DE ALERTA
Drauzio – Como a mulher que está se sentindo meio entristecida depois do parto pode perceber que aquilo é algo passageiro, ou sintoma de uma depressão mais grave?
Frederico Navas Demetrio – Para a mulher que deu à luz há poucos dias, é quase certo que os sintomas desaparecerão espontaneamente em duas ou três semanas. No entanto, aquelas que deram à luz há um mês, um mês e meio, e estão cada vez mais tristes, precisam prestar atenção em alguns sintomas fundamentais.
O primeiro é que a tristeza não está relacionada só com o nascimento da criança. Não está restrita ao fato de não se considerar boa mãe nem suficientemente capaz para cuidar do bebê. A tristeza permeia outros contextos de sua vida. A mulher deprimida perde o interesse pelo programa de televisão que gostava de ver, pelas leituras que lhe davam prazer, pela profissão. Às vezes, a licença-maternidade está chegando ao fim e ela pouco se importa com a perda do emprego se não reassumir o cargo.
Outros sintomas são a sonolência, a falta de energia durante o dia inteiro, o desinteresse pelo marido, o desejo sexual que não retorna e as alterações do apetite para mais e para menos. Algumas ficam famintas e comem muito. Outras nem podem chegar perto dos alimentos.
A ansiedade faz parte também do quadro de depressão pós-parto. A mulher tem ataques de pânico sem ser portadora desse transtorno ou pode desenvolver comportamentos obsessivos em relação à criança como agasalhá-la demais ou verificar a cada instante se ela está respirando.
Drauzio – Toda mulher faz isso quando tem um filho. Como saber se esse sintoma faz parte de um quadro patológico?
Frederico Navas Demetrio – Na depressão pós-parto, esse comportamento é exagerado e está associado a muita tristeza. Acima de tudo, o sofrimento é enorme e a pessoa está consumida pela sensação de fim de linha e de sua capacidade para sair daquela situação. De qualquer forma, repito, é sempre preciso considerar o conjunto dos sintomas para fechar o diagnóstico.
PREVALÊNCIA
Drauzio – A depressão pós-parto é mais frequente no nascimento do primeiro filho ou aparece também nas outras gestações?
Frederico Navas Demétrio – Depende dos antecedentes da mulher. Se ela teve depressão no pós-parto de um filho, a possibilidade de repetir o quadro em outra gestação é de 50%.
Na verdade, a recorrência da depressão é muito alta. Ela é considerada uma doença episódica recorrente e a tendência é manifestar-se novamente se repetida a situação em que surgiu pela primeira vez.
Drauzio – Mas isso acontece também com a depressão comum…
Frederico Navas Demetrio – Ocorre, sim. Em 50% dos casos, quem teve depressão uma vez vai repetir o quadro em algum momento da vida. Se ela se manifestou no período pós-parto, cerca de 30% das mulheres correm o risco de desenvolver a doença fora desse período.
Drauzio – A mulher que teve depressão na adolescência ou na vida adulta corre risco maior de desenvolver depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – O risco de depressão pós-parto é maior se a mulher desenvolveu um episódio depressivo anteriormente, mesmo que tenha sido tratada, ou se teve depressão durante a gravidez. Anos atrás, considerava-se que as doses elevadas de hormônios presentes durante a gestação protegiam a mulher. Hoje se sabe que não é bem assim. Mulher grávida também está sujeita a ter depressão. Como, muitas vezes, ela interrompe o tratamento temendo que a medicação possa prejudicar a criança, o risco de a doença agravar-se depois do parto aumenta muito.
TRATAMENTO

Drauzio – Há medicamentos para tratar a depressão seguros para o feto?
Frederico Navas Demétrio – Há medicamentos seguros. Tanto os mais antigos, os tricíclicos, quanto os mais modernos, como os inibidores de recaptura da serotonina, são seguros quer em termos de malformações quer como agentes neurocomportamentais, ou seja, não provocam malformações na criança nem alterações em seu comportamento. Acompanhados até a idade pré-escolar, os filhos de mulheres que engravidaram tomando esse tipo de medicação não mostraram nenhum transtorno comportamental.
Há alguns anos, o tratamento de escolha para a depressão durante a gravidez era o eletrochoque. Hoje, ele só é indicado  para casos muito graves, com risco de suicídio e que exigem resposta rápida.
Drauzio – Se tomados durante a fase de amamentação, esses remédios podem prejudicar a criança?
Frederico Navas Demetrio – Durante a gestação, esses medicamentos não interferem na formação da criança, porque dentro do útero ela não faz esforço respiratório. Depois que nasce, porém, seu efeito sedativo pode passar pelo leite e o perigo existe. Por isso, são indicados alguns antidepressivos específicos que passam menos para o leite materno e o esquema é discutido com a mulher. Uma das sugestões é desprezar o leite colhido algumas horas depois de tomada a medicação, aquele em que os componentes da droga estão mais concentrados, e oferecer o colhido mais tarde. Isso diminui a exposição da criança ao antidepressivo e permite utilizá-lo durante o aleitamento.
]Drauzio – O uso da medicação é sempre fundamental no tratamento da depressão pós-parto?

Frederico Navas Demetrio – É sempre fundamental. Embora algumas depressões desapareçam espontaneamente, uma porcentagem significativa se cronifica. E tem mais: se não for tratado, o episódio agudo pode deixar um resíduo que se confunde com a distimia, uma forma de depressão mais leve, crônica, que interfere na capacidade de raciocínio e no desempenho funcional. Muitas vezes, essa depressão contínua é considerada um traço da personalidade da mulher e nenhuma providencia efetiva é posta em prática.
Drauzio – A psicoterapia também ajuda a tratar da depressão?
Frederico Navas Demetrio – Como a depressão em geral tem múltiplos fatores determinantes, isto é, não é provocada só por condições biológicas, mas tem fatores sociais e familiares envolvidos, a psicoterapia individual ajuda a mulher a lidar melhor com o problema e a descobrir que tem um potencial que precisa ser estimulado.
Drauzio – Nos casos em que a depressão não é diagnosticada e evolui sem tratamento, há risco de suicídio?
Frederico Navas Demetrio – Embora localizada no período pós-parto, a depressão se comporta da mesma maneira que nas outras fases da vida, e o risco de suicídio existe. No caso específico da depressão pós-parto, a forte ligação entre mãe e filho acaba protegendo um pouco a mulher. Mas, se a evolução da doença for muito negativa e os sintomas se agravarem progressivamente, ela pode chegar à conclusão de que é realmente incapaz de cuidar da criança e, infelizmente, cometer suicídio.
Drauzio – Muita gente confunde depressão pós-parto com os casos de psicose em que a mãe agride e eventualmente mata o filho. Existe alguma relação entre essas duas doenças?
Frederico Navas Demetrio – Depressão pós-parto e psicose puerperal são quadros muito diferentes. Felizmente, os casos de psicose são raros. A prevalência é de um caso para cada cem mil nascimentos.
O início da psicose puerperal é precoce. Durante a primeira semana depois do parto, a mulher perde o contato com a realidade e começa a acreditar em coisas que não existem, a ouvir vozes, a ter a sensação de incorporações com entidades, delírios e crenças irracionais.
Às vezes, imagina possuir superpoderes e pode lesar a criança não intencionalmente, mas porque acha que pode voar e atira-se pela janela com o bebê no colo. Essa doença muito grave é bem diferente da depressão que começa várias semanas depois do parto e evolui gradativamente.
PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL
Paula Marcela – Umuarama/PR – Qual é a importância do ato de amamentar na prevenção da depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – O ato de amamentar é importante para a mãe e para a criança não só no sentido nutricional ou de transmitir anticorpos, mas também para fortalecer a ligação mãe-filho. O aleitamento materno deve ser estimulado, porque é bom para a mulher e para a criança e, eu diria, porque também é um fator de proteção social.
Agora, ao menos pelo que pôde ser detectado nas pesquisas até agora,  amamentar não traz nenhum acréscimo na proteção contra os quadros depressivos depois do parto.
Karina Anjos – Curitiba/PR – Em relação ao filho, o  que a mãe pode fazer quando está com depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – Felizmente, os casos de agressão intencional ao filho são bem pouco frequentes. O crime de infanticídio, previsto no Código Penal, ocorre em 4% das psicoses puerperais. A ligação mãe-filho é tão intensa que mesmo a mulher psicótica, sem contato com a realidade, em raríssimos casos mata a criança intencionalmente.
Isso não significa que a depressão materna não possa prejudicar a criança. Mulher deprimida cuida menos de si própria e, por tabela, cuida menos do bebê, estimula-o emocionalmente menos e tem menos interesse em amamentá-lo ou em brincar com ele.
Por isso, essas crianças acabam tendo um desenvolvimento neuropsicomotor mais lento, começam a falar e a andar mais tarde, o que não quer dizer que esse retardo no crescimento não possa ser compensado depois.
Às vezes, o desinteresse por tudo que a cerca chega a tal ponto, que ela deixa de dar as vacinas, mas a agressão ativa ocorre mais raramente, mesmo nos casos de psicose puerperal.
Pedrina da Rocha Leite Antonia – São Paulo/SP – Existem formas de prevenir a depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – Não há como evitar o primeiro episódio de depressão pós-parto. Podem desenvolver a doença mesmo mulheres sem antecedentes de depressão, que queriam engravidar e tiveram uma gestação sem complicações obstétricas e parto tranquilo.
No entanto, é preciso ficar de olho naquelas que já manifestaram quadros depressivos anteriormente, no pós-parto, fora dele ou durante a gravidez, porque a possibilidade de repetir o episódio existe, é grande, e quanto antes o tratamento for instituído, melhor.
Na prática clínica, já tive a oportunidade de acompanhar a gestação e o pós-parto de pacientes, mantendo contato primeiro com o obstetra e depois com o pediatra (às vezes, ele atende mais a mãe do que o bebê), para não deixar escapar nenhum indício do problema. Na verdade, a melhor forma de prevenir a doença é a intervenção precoce.
Contribuição: http://drauziovarella.com.br